Crie Seu Aplicativo de IA para o Direito Sem Programar

Resumo

A inteligência artificial (IA) tem revolucionado diversas áreas do conhecimento, e o Direito não é uma exceção. Muitos operadores do Direito já estão utilizando ferramentas baseadas em IA para otimizar suas atividades, desde a elaboração de petições até a automação de análises jurídicas. Mas você sabia que é possível criar um aplicativo de inteligência artificial para o Direito sem precisar saber programar? Neste artigo, vamos mostrar como isso é possível utilizando a plataforma GPT da OpenAI.

O Que é um Aplicativo Baseado em GPT?

A OpenAI disponibiliza uma funcionalidade chamada “Meus GPTs”, que permite a criação de inteligências artificiais personalizadas para diversas finalidades. No Direito, isso significa que você pode desenvolver um assistente jurídico especializado, que auxilie na padronização de documentos, na análise de jurisprudências e até na elaboração de petições.

Passo a Passo para Criar seu Aplicativo de IA

  1. Acessando a Plataforma GPT – Para começar, acesse o ChatGPT da OpenAI e clique no seu avatar. No menu, selecione a opção “Meus GPTs”. Caso ainda não tenha criado nenhum, a lista estará vazia. Clique em “Criar um GPT” para iniciar o processo.

  1. Configurando o Aplicativo – Depois de clicar em “Criar um GPT”, você será direcionado para uma tela onde poderá personalizar seu aplicativo. Aqui estão algumas etapas fundamentais:
  • Nome do GPT: Escolha um nome descritivo para sua ferramenta.
  • Descrição: Insira uma descrição clara para que os usuários entendam a função do seu GPT.
  • Instruções (Prompt): Esta é a parte mais importante. Aqui você define o comportamento do seu aplicativo. Por exemplo, você pode instruí-lo a gerar emendas conforme padrões do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

  1. Personalizando a Interface e os Recursos A plataforma permite que você visualize em tempo real como o seu GPT aparecerá para os usuários. Você também pode:
  • Adicionar uma imagem ou logotipo.
  • Definir “quebra-gelos” (frases que orientam o usuário sobre como usar a ferramenta).
  • Carregar arquivos para que seu GPT utilize modelos prontos de petições.
  • Controlar o acesso, uma vez que seu GPT pode ser público, acessível por link privado ou restrito apenas a você.

  1. Testando seu Aplicativo – Depois de configurado, é essencial testar seu aplicativo. Por exemplo, você pode copiar uma decisão judicial do STF e verificar se o GPT gera uma emenda conforme as diretrizes da Resolução 154/2024 do CNJ. Se necessário, ajuste o prompt para aprimorar os resultados.

  1. Compartilhando e Monetizando – Após testar e validar o funcionamento do seu GPT, você pode compartilhá-lo com colegas de escritório via link privado, torná-lo público na GPT Store para que qualquer pessoa possa utilizar ou utilizá-lo como parte de sua estratégia de marketing jurídico, atraindo novos clientes ou divulgando cursos e serviços.

Conclusão

Criar um aplicativo de inteligência artificial para o Direito nunca foi tão fácil. Com a plataforma GPT da OpenAI, qualquer profissional jurídico pode desenvolver uma ferramenta personalizada, otimizando seu trabalho e aumentando sua produtividade. Se você quer se aprofundar no uso da IA no Direito, confira nosso curso completo sobre o tema.

Confira sobre esse tema também no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Y4SjZHM1r5A&feature=youtu.be

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Doutor em Informática pelo Institut national des sciences appliquées de Rennes (França). Professor Associado na Universidade Federal de Alagoas e Head of Innovation na Code55. Consultor internacional em IA e Inovação Tecnológica (Fapesp, MCTI, EUA, União Européia). Autor da primeira pesquisa científica que prevê resultados de decisões judiciais de tribunais do Brasil: Predicting Brazilian Court Decisions. Foi pesquisador do Institut National de Recherche en Informatique et en Automatique (França) e participou de projetos internacionais financiados pela Microsoft Azure Research, União Européia e América Latina. Foi Coordenador de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Graduação da UFAL, coordenando os programas Ciência sem Fronteiras, PIBIC e Jovens Talentos.

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